Núcleos de Acessibilidade das universidades solicitam contratação de pessoas especializado


O deputado estadual Angelo Almeida (PSB) defendeu a realização de processo seletivo REDA para contratação de profissionais para atender os Núcleos de Acessibilidade das quatro universidades estaduais da Bahia. Ele esteve reunido, na tarde da última quarta-feira (04/10), com o superintendente de Políticas da Educação Básica da Secretaria da Educação do Estado, Ney Campello, a coordenadora de Educação Especial, Patrícia Braile, a coordenadora do Núcleo de Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência (NAIPD), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Marina Helena Silva, a coordenadora do Núcleo de Educação Especial (NEDE) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Sandra Regina Farias e o presidente do Fórum Baiano de Cegos, Reinaldo Maia.

Durante o encontro chegou-se ao entendimento que é necessária a estruturação dos núcleos das quatro universidades baianas dotando-os de profissionais especializados para garantir o acesso ao conhecimento. Isso inclui ações de curto prazo para possibilitar que as pessoas com deficiência não apenas tenham acesso ao ensino superior como, também, possam se manter na universidade até o final do curso.

“A Secretaria da Educação realizou um concurso para contratação, via Reda, de cerca de 600 profissionais para atender a educação básica. É justo que seja feito um Reda também para o ensino superior, pois existe uma demanda grande de alunos com deficiência, a exemplo de cegos e deficientes auditivos, destacou o deputado Angelo Almeida, presidente da Frente Parlamentar em Defesa de Direitos e de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Bahia.

A coordenadora da Uesb, Marina Helena Silva, ressaltou que a UESB possui o primeiro consultório adaptado de odontologia do Norte e Nordeste e foi pioneira na Bahia, no âmbito das universidades estaduais, ao criar o Núcleo de Ações Inclusivas em 2007. “O NAIPD está instalado nos três campi da UESB e atende cerca de 100 alunos com deficiência, tais como pessoas surdas, cegas, com baixa visão, com paralisia cerebral ou outros impedimentos físicos e recebem acompanhamento permamentemente de profissionais especializados. No caso dos discentes surdos, além da mediação de intérpretes de Libras em sala de aula, o NAIPD desenvolve atendimento também no contraturno”, explicou.

Já a coordenadora da Uneb, Sandra Regina Farias, ressaltou que lida diariamente com uma situação oposta. “Enquanto Marina teme em perder os profissionais, nós estamos pedindo que sejam contratadas pessoas para nos dar suporte no atendimento aos 160 alunos espalhados pela universidade, pois no momento só temos um estagiário. Já tentamos via reitoria, mas não conseguimos essas contratações porque as funções de tradutor de Libras e Braille não existem no quadro dos servidores do Estado da Bahia e, em particular, nas universidades”, explicou.

O superintendente Ney Campello pontuou que será elaborado, com apoio da coordenadora de Educação Especial Patrícia Braile e pela Profa. Marina Helena, um relatório que será levado para conhecimento do Secretário Estadual da Educação Walter Pinheiro apresentando alternativas a curto e médio prazo. “Uma das alternativas é protelar a ida dos aprovados no REDA para as escolas comuns até que o semestre termine para não prejudicar os discentes com deficiência da UESB. Outra medida é trabalhar, junto com o deputado Angelo Almeida, para criação de todos os cargos especializados, a exemplo de brailista, intérpretes de Libras e ledor, de modo que possam compor o quadro de servidor do Estado para atender a educação inclusiva, além de também sugerir ao secretário Pinheiro a realização do Reda para o ensino superior”, finalizou.

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